“Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?” Essa pergunta já visitou minha mente em momentos difíceis, e provavelmente já passou pela sua também. No silêncio da noite, esse questionamento pode causar uma sensação de vazio, principalmente quando vemos a dor chegar à nossa porta, mesmo quando tentamos viver pela fé. Afinal, por que Deus permite o sofrimento? Onde está Deus quando sentimos dor, injustiça ou medo? A resposta não é simples, mas quero compartilhar aqui verdades que encontrei, baseadas na Bíblia, na minha experiência e na jornada de transformação proposta pelo Virtuosa, para ajudar mulheres cristãs a atravessarem o vale da dor com esperança e identidade fortalecida.
O plano original de Deus não incluía sofrimento
No início, tudo era perfeito e harmonioso, como lemos em Gênesis 1 a 3. Deus não criou o mundo com espaço para dor ou maldade. Foi o livre arbítrio, presente em cada um de nós, que abriu caminho para a entrada do pecado e, consequentemente, do sofrimento. Me recordo de Gênesis 3:1, onde a dúvida entra e rapidamente a verdade é trocada pela mentira. A partir do momento que o ser humano escolheu seguir seu próprio caminho, vivemos até hoje as consequências dessa escolha.
O sofrimento não é invenção de Deus, mas fruto da queda e da liberdade que Ele nos concedeu. Ainda assim, Ele nunca desistiu de oferecer redenção.

Permissão não é causação: Deus permite, mas não provoca
Existe uma diferença importante entre Deus causar sofrimento e Deus permitir que ele exista. Billy Graham explica de forma simples e direta: sofrimento e morte vieram como consequência do pecado, mas Deus deu uma saída ao enviar Jesus Cristo. O objetivo divino é sempre salvação e restauração, nunca destruição.
O sofrimento é experiência comum e pode transformar
Paul Tripp já disse algo marcante: o sofrimento é uma experiência universal. Ninguém está isento. O que muda é a resposta que damos e como deixamos Deus agir em meio ao caos. Muitas vezes, aquilo que não foi causado por Deus pode ser usado para santificação, para nos tornar mais semelhantes a Cristo.
No Virtuosa, compartilho que assim como a pérola só se forma por causa da dor da ostra, as virtudes também nascem da superação dos desafios. No fundo, a dor pode se transformar em algo precioso, dependendo do que deixamos florescer em nós.
Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus
Em Romanos 8:28, lemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam. Isso inclui até aquilo que, à primeira vista, parece injusto ou impossível de entender. Eu já vivi situações que pareciam insuportáveis, e só com o tempo percebi o quanto elas me fortaleceram e prepararam para ser suporte a outras pessoas.

O sofrimento não é barreira para seguir a Jesus
Sempre falo que, ao decidir seguir Jesus, não há promessa de ausência de sofrimento. Pelo contrário, é quase certo que dificuldades virão. Isso não diminui nossa fé; pode fortalecê-la. Em 2 Coríntios 1:5-7, Paulo afirma que o consolo recebido por Cristo nos ensina resiliência e paciência. Em meio à dor, aprendi a confiar e ser consolada de um jeito que só quem já sentiu consegue entender.
“Feridas abertas matam, cicatrizes contam histórias.”
É nas cicatrizes que enxergamos o agir de Deus.
A dor pode aproximar de Deus
Ninguém escolhe sofrer, mas percebo que a dor nos leva à sinceridade absoluta diante de Deus. O Salmo 34:18 conforta quando diz que o Senhor está perto dos que têm o coração partido. E não falo de superação imediata ou vida sem lágrimas. Falo da certeza de que não estamos sozinhas, pois até Jesus, o Perfeito, também passou pelo sofrimento.
Jesus conhece cada detalhe do nosso sofrimento, pois escolheu o caminho do sacrifício por amor.
O sofrimento cria dependência de Deus
Nas minhas vivências, percebi que a dor abre espaço para dependermos mais de Deus. Ed Welch afirma que clamar por socorro nem sempre traz o resultado desejado, mas a presença de Jesus faz toda diferença. Hoje, posso dizer que a companhia Dele no meio do sofrimento é o que dá sentido e alívio, mesmo sem respostas fáceis.
Jesus entende nosso sofrimento profundamente
Isaías 53 descreve Jesus como “homem de dores”. Ele foi rejeitado, desprezado e passou por todo tipo de aflição para se identificar com as nossas fragilidades. Hebreus 4:15-16 afirma que Ele compreende cada fraqueza.
Caminhar com Ele não exclui o sofrimento, mas preenche a dor de esperança e redenção.
O sofrimento ajuda a consolar outros
Sempre achei curioso como, depois de passarmos por crises, tornamo-nos suporte para quem sofre algo semelhante. Deus usa nossa história, cicatrizes e superações para ajudar o próximo. Conforme 2 Coríntios 1:5-7, recebemos consolo para poder consolar outros.
Há esperança: Deus promete um fim ao sofrimento
Confiar em Jesus é confiar que a dor não dura para sempre. Apocalipse 21:4 promete um futuro sem lágrimas ou dor, quando tudo for restaurado. Essa esperança nos mantém de pé até nas batalhas mais duras. O projeto Virtuosa nasceu para ser lembraça dessa promessa, ajudando mulheres a renascerem, mesmo diante do sofrimento.
Saúde mental e fé podem caminhar juntas
É possível amar Jesus e enfrentar ansiedade, dúvidas, feridas emocionais. O sofrimento psicológico não é falta de fé, mas convite ao cuidado integral. Estudos como o da Faculdade de Medicina da USP mostram a ligação clara entre dor crônica e sofrimento psíquico nos idosos, e o suporte emocional é fundamental para a superação. Infelizmente, muitos cristãos ainda sentem culpa por buscar ajuda profissional, como mostra um artigo da Folha de S.Paulo. Precisamos extinguir o estigma e integrar fé e saúde mental, como ressalta outro artigo do mesmo jornal.
Conclusão
No fim, o sofrimento não derrota quem encontra no amor de Deus sentido para seguir em frente. Como escrevo em Virtuosa, somos convidadas a ressignificar cada dor, transformar ferida em compaixão e não caminhar sós. Se você está passando por sofrimento, permita-se buscar ajuda, compartilhar sua história e experimentar a fé como um caminho de renovação. Saiba mais sobre minha jornada e como trilhar 21 dias de transformação com o livro devocional Virtuosa. Dê um novo passo, permita-se florescer em Deus e faça parte dessa rede de apoio e esperança!
Perguntas frequentes
O que é sofrimento segundo a Bíblia?
Segundo a Bíblia, sofrimento é uma consequência da queda da humanidade, descrita em Gênesis, quando o pecado entrou no mundo. Ele pode se manifestar de formas físicas, emocionais e espirituais. No entanto, a palavra bíblica mostra que, mesmo não sendo o plano inicial de Deus, a dor pode ser usada para nos aproximar Dele e revelar aprendizagens profundas sobre compaixão, dependência e redenção.
Deus causa o sofrimento nas pessoas?
Não. A diferença entre Deus causar sofrimento e permitir que ele exista é essencial. A Bíblia ensina que o sofrimento veio ao mundo por causa do pecado e do livre arbítrio humano. Deus pode permitir, mas seu objetivo é sempre conduzir ao arrependimento, restauração e crescimento em Cristo, nunca ao sofrimento como fim.
Como lidar com o sofrimento na fé?
Para lidar com o sofrimento na fé, acredito na importância de buscar em Deus conforto e propósito, além de abrir o coração em oração. Também é fundamental não se isolar, mas sim compartilhar a dor com pessoas de confiança e, se necessário, procurar apoio profissional. A fé nos encoraja a ver a dor como um processo de amadurecimento e aproximação de Deus, como descrevo no Virtuosa.
Por que pessoas boas sofrem?
Pessoas boas sofrem porque o sofrimento faz parte da realidade humana após a queda, não sendo resultado direto de culpa individual. A Bíblia mostra que até os justos, como Jó e o próprio Jesus, experimentaram tribulações. No entanto, Deus promete estar presente e transformar o sofrimento em crescimento e consolo para outros.
O sofrimento pode trazer algum propósito?
Sim, o sofrimento pode trazer propósito quando nos leva à maturidade, empatia e dependência de Deus. Muitas vezes, a dor torna alguém mais sensível ao próximo e capaz de consolar. No projeto Virtuosa, compartilho exemplos de transformação pelo sofrimento, reforçando que toda experiência pode revelar virtudes e fortalecer a identidade em Deus.
